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Cuidados necessários para a aplicação de pisos intertravados de concreto

Os pavers – ou pisos intertravados – são peças pré-moldadas encontradas em diversos formatos, formas, cores e texturas. Por sua dinâmica de encaixe, onde uma peça é unida a outra, o paver quando disposto em quantidade – formando uma superfície – apresenta excelente efeito estético.

Por oferecer diversas vantagens e benefícios às obras de pavimentação de ruas, calçadas e avenidas, como: estética, facilidade de execução, ótimo custo-benefício, altas resistência e durabilidade, boa capacidade de drenagem, liberação imediata do tráfego, etc. – projetos arquitetônicos e de engenharia transformaram o emprego do paver em tendência para os próximos anos.

Precisamos saber que os pisos intertravados são assentados diretamente sobre o solo ou areia, permitindo que a água da chuva infiltre por seus poros e encaixes, não carreando – dessa forma – um volume excedente de água. A aplicação do paver nesses casos atua diretamente na preservação da capacidade de drenagem de bueiros, galerias e córregos.

A grande facilidade de manuseio e remoção do paver favorece, em muito, quando há a necessidade de reparos e consertos de tubulações subterrâneas, pois suas peças funcionam como um grande quebra-cabeça, podendo ser montado e desmontado a qualquer momento.

O processo de encaixe dos blocos de concreto intertravados é bem simples: as peças se unem – umas as outras – por meio de suas dobraduras e são assentadas diretamente sobre um grande colchão de areia.

Com relação à estética, podemos encontrar diversas outras cores além do cinza. Utilizando pigmentos coloridos (corantes) em pavers, combinando uma ou mais cores, podemos atingir a cor ou tonalidade que pretendemos para o piso. O plus estético do emprego de pavers coloridos torna-se um grande diferencial para arquiteturas sofisticadas e descontraídas.

 

Algumas informações importantes

Os pisos intertravados são comercializados por empresas de pré-moldados e são vendidos por metro quadrado. Geralmente, são estocados sobre paletes ou cintados. Os formatos são os mais variados possíveis – de acordo com a solução pretendida em projeto – com cores e modulações adequadas.

As espessuras dos pavers podem variar de 6 a 10 cm, obedecendo aos requisitos da aplicação. Suas propriedades mecânicas dependerão do tipo de tráfego a que forem submetidos.

 

Tráfego e resistência

Os pisos intertravados quando submetidos a esforços mais leves e com menos intensidade, como nos casos de tráfego de pedestres, ciclovias ou ruas internas de condomínio, podem apresentar resistência mecânica de 35 MPa e espessura de 40 mm.

Quando pensamos em vias com tráfego intenso que escoam veículos maiores, os pavers precisam resistir a esforços de até 50 MPa.

 

Engenharia

Os pavers são dimensionados para resistir a esforços de compressão que variam de 35 a 50 MPa – iguais ou maiores que das estruturas de edifícios.

Cálculos de resistência dos materiais em projetos arquitetônicos ou de engenharia indicam a espessura exata das camadas de sub-base e subleito de superfície a fim de que o piso possa suportar os esforços a eles aplicados – sem afundar e quebrar.

 

Precauções e cuidados

Para que o piso intertravado não sofra deslizamentos é indispensável a construção de contenções laterais. Lembre-se também que no momento da limpeza do piso, principalmente se for realizada por máquina de hidrojateamento, um jato de água aplicado com muita intensidade nos espaços entre os blocos pode retirar toda a areia que serve de rejunte. É nesse momento que corremos o risco de soltar as peças e danificar o piso.

 

Normas técnicas – manutenção e reparo de pavimentos com pavers

Precisamos nos ater às normas que dispõem sobre requisitos, procedimentos, especificações e métodos quando o tema é manutenção e reparo de pisos intertravados.

As normas regulamentadoras são:

NBR 15115 – execução de camadas de pavimentação x procedimentos

NBR 12752 – execução de reforço do subleito de uma via x procedimentos

NBR 11798 – materiais para base de solo-cimento x requisitos

NBR 11803 – materiais para base ou sub-base de brita graduada tratada com cimento x requisitos

NBR 11806 – materiais para sub-base ou base de brita graduada x especificação

NBR 11804 – materiais para sub-base ou base de pavimentos estabilizados granulometricamente x especificação

NBR 15953 – pavimento intertravado com peças de concreto x execução

NBR  9.781 – peças de concreto para pavimentação x especificação e métodos de ensaio

NBR 12307 – regularização do subleito x procedimento

 

Cuidados – passo a passo da instalação

O primeiro e fundamental passo para instalar um piso de qualidade é buscar fornecedores que atendam às normas técnicas vigentes e apresentem as certificações necessárias emitidas pelos órgãos fiscalizadores.

Se, porventura, a empresa contratada para a aplicação do piso intertravado não for certificada, exija ensaios para a verificação das características mecânicas do material.

Com o objetivo de preservar – ao máximo – a integridade dos pavers, solicite ao fabricante que o piso seja entregue em paletes protegidos e plastificados. Tal procedimento agiliza o processo de descarga dos blocos.

Logisticamente, é recomendável que o material seja armazenado em local plano, seco e arejado, próximo ao local da obra. Ainda, para evitarmos que o material permaneça por muito tempo armazenado, é indicado que o consumo do material esteja alinhado ao seu recebimento.

É fundamental verificar a resistência mínima do material antes do seu assentamento, que é de 80%. A idade de referência para controle da resistência é 28 dias, porém, normalmente, os pavers são entregues poucos dias após a sua fabricação.

É de suma importância atender às recomendações da NBR 15953, que trata do pavimento intertravado com peças de concreto e sua execução.

 

Melhores práticas de aplicação

Nivelamento da base

A partir do solo regularizado e compactado, é necessário fazer o seu nivelamento com brita corrida – apenas na área que for receber o piso. É muito importante que não haja nenhum desnível, portanto, a enxada pode ser uma boa opção para a tarefa.

 

Medições e marcações

Após o nivelamento do solo, fazer medições e marcações conforme os caimentos necessários indicados em projeto. Fundamental. O bloco de concreto, nesse caso, pode servir de referência. Faça isso para toda área a ser pavimentada.

 

Brita espalhada por igual

A terceira etapa da execução é o espalhamento de brita limpa por toda área a receber o pavimento, sem que esta não cubra ou danifique as marcações já realizadas. Para realizar um alinhamento (sarrafeamento) perfeito, utilize uma régua.

 

Colocação dos pisos intertravados (pavers)

Assim que o solo estiver totalmente nivelado e com os seus pontos de referência determinados, é hora de começar a organizar o material no chão. Para que os blocos tenham um ponto de apoio, inicie o processo de aplicação do piso pelo bloqueio. É por meio dessa contenção que colocaremos as peças subsequentes. Utilize uma linha para pedreiro a fim de continuar observando o perfeito nivelamento do solo.

 

Arremates

À medida que a colocação do piso avança e o lado oposto fica próximo, é o momento de fazer os arremates. Nesse procedimento, faremos marcações a lápis para o tamanho do bloco a ser encaixado.

 

Guilhotina de pressão

A guilhotina é o equipamento ideal para cortar pavers na hora do arremate. É com ela que cortaremos o piso para dar o encaixe necessário e preencher os espaços vazios.

O bloco cortado é encaixado no seu respectivo espaço – e por meio de uma marreta é assentado de forma a permanecer nivelado em relação ao piso já colocado.

 

Preenchimento do rejunte

Para preencher os espaços vazios deixados entre os pavers, colocamos areia média lavada. O procedimento é simples, jogue a areia sobre a superfície do pavimento e com um utensílio apropriado, faça um espalhamento por igual a fim de preencher os espaços entre os blocos.

 

Travamento do piso

Essa é a última etapa da aplicação do paver na construção de um pavimento. Utilizando um rolo compactador – faremos o travamento do piso. É necessário compactar toda a extensão do pavimento de modo que ele atinja a rigidez ideal para o tráfego de veículos.

 

Paginação e disposição das peças

Vimos que os pisos intertravados são encontrados em tamanhos, formatos e cores diferentes, dependendo do tipo de obra. As maneiras pelas quais os pisos são assentados também podem variar.

A partir dessa gama de opções, podemos fazer pavimentos dos mais variados possíveis. A esse conceito: damos o nome de paginação.

Exemplos comuns de paginação são: junta corrida, em dama e junta amarrada.

 

Se o pavimento aplicado receber tráfego de automóveis e caminhões, a paginação sugerida é a “estilo de espinha de peixe”, que apresenta 45 ou 90 graus em relação ao sentido do tráfego.

Comumente empregado, o paver retangular também é conhecido como “tijolinho”. A saber: para uma área de 1 m², utilizamos 50 peças desse formato. Já para os blocos de 16 faces, o número de peças diminui. São consumidas 40 – o que demonstra interessante economia.

Os artefatos de 16 faces são muito mais versáteis e podem “desenhar” três layouts diferentes: amarração, dama e espinha de peixe.

Reforçando: respeitando os cuidados abordados ao longo texto, garantimos: intertravamento de peças, resistência mecânica adequada e assentamento ideal do piso ao tráfego que se destina.

 

Pronto, a Piramide mostrou para você quais são os cuidados que devemos tomar quando instalamos pisos intertravados de concreto. A correta aplicação das peças e o respeito às normas técnicas reguladoras garantem maior funcionalidade, resistência e durabilidade do pavimento construído.

Quer saber mais sobre pisos intertravados ou conhecer as nossas soluções em pré-moldados para a sua obra? Não perca tempo e entre já em contato com a Piramide! Ficaremos felizes em atendê-lo!  

Por | 2019-01-25T17:22:27+00:00 25 de janeiro de 2019|0 Comentários

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